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agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina de carro 4 – Igatu

Dá para conhecer Igatu em um dia, a partir de Mucugê. Mas nada substitui a oportunidade de se dormir lá por uma ou duas noites. A estrada é estranha, feita com grandes blocos de pedra. Mas basta ir (bem) devagar.

Igatu é uma cidade de pedra meio abandonada, que possui hoje apenas 400 habitantes. Sua população é simples, mas extremamente hospitaleira, e lá o programa é parar pra comer no restaurante Água Boa, ou algum bar da praça, e experimentar as dezenas de pingas “medicinais”, feitas com a melhor cachaça da Bahia, a excepcional Abaíra, da cidade homônima. Conversa não faltará, pois o povo local certamente explicará as propriedades medicinais de cada uma das beberragens. Não esqueça de trazer para casa uma garrafa dos sabores que mais agradarem: destaco as amargas escada de macaco, casca d´anta e carobinha e a de pitanga, a melhor doce.

Atrações não faltarão, basta procurar um guia local. As principais são a rampa do Caim e a cachoeira dos Pombos. Em Igatu, tudo é surpreendente. Não deixe de caminhar até as ruínas e visitar a galeria Arte&Memória (melhor capuccino da Chapada).

Com um pouco de conversa, pode-se encontrar algum mosquito ou diamante de alguns pontos à venda.

Recomendo a intimista pousada Flor de Açucena, na entrada da cidade. Com seus quartos incrustados na pedra, é melhor e mais barata que sua concorrente “burguesa” (segundo os locais), a Pedras de Igatu.

Passe lá os dias que tiver vontade. Cidade igual, certamente não encontrará.

PS: Não deixe de ler esse relato: http://www.mochileiros.com/igatu-chapada-diamantina-t29262.html, que é ótimo.

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agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina de carro 3 – Mucugê

Daqui em diante, o carro torna-se imprescindível, e você agradecerá por tê-lo alugado. Chegar de ônibus em Mucugê não é fácil, e quem o fez narra isso como uma façanha.

Saindo do Capão com seu estoque anual de mel, o melhor é seguir para Mucugê, circundando o parque passando por Guiné. A estrada de terra é belíssima e semi-deserta. Saindo do Capão, deve-se virar à esquerda na roda de boi.

No Guiné, a pedida é parar para comprar arroz vermelho. O distribuidor de toda a Chapada fica nesse vilarejo. Pergunte que você vai achar.

Mucugê possui o inusitado cemitério bizantino, cujo visual à noite é surreal. Além de ser a melhor bse para se conhecer os imperdíveis Poço Encantado e Poço Azul, possui o povo mais hospitaleiro da Chapada. O centrinho possui arquitetura bem conservada, e a cidade foi a principal da Chapada na apogeu da caça aos diamantes. Lá, você sentirá mais de perto essa cultura. O melhor restaurante é o da Dona Nena. Na verdade é a casa da própria dona Nena, a cuja residência certamente você retornará todos os dias em que estiver em Mucugê. Além de cozinhar extremamente bem, a dona Nena é uma pessoa super simpática. Para a noite, o Point da Chapada possui boas pizzas.

Melhor pousada é a Pousada Mucugê.

Para visitar os poços, só é necessário seu carro. Guia incluso na entrada.

Mucugê também é a melhor base para se conhecer o Buracão, a atração mais bem cotada da Chapada. Deve-se ir de carro até Ibicoara, e lá contratar um guia para conduzi-lo ao Buracão. Deve-se destacar que,  acesso ao Buracão é restrito aos guias locais. Isso quer dizer que mesmo que se contrate um guia em Mucugê, é necessário contratar outro guia em Ibicoara.

Tem uma série de cachoeiras próximas à cidade. Não tive a oportunidade de conhecer. Verifique nas agências.

No dia de sua saída, não deixe de conhecer o Parque Municipal das Sempre-Vivas e o museu do garimpo, no caminho para a próxima parada: a magnífica Igatu.

agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina de carro 2 – Capão

Após Lençóis e as grutas de Iraquara, a parada natural é Capão. Apesar de ser possível conhecer as atrações do Capão a partir de Lençóis, ficar na vila é altamente recomendável. Lá é outro clima. Enquanto em Lençóis você fica dentro da cidade, no Capão sua pousada será no meio do verde. E te dará tempo de passear pela vila, comprar os considerados melhores mel e própolis do Brasil, com ou sem certificado orgânico.

Hospede-se na pousada Villa Lagoa das Cores, considerada a melhor da Chapada. Possui estrutura de spa, com diversas atividades. O único porém é que tudo é cobrado a parte, inclusive a sauna.

A vila não possui grandes restaurantes. O melhor mesmo é comer no restaurante da pousada, o Arômata da Lagoa.

A melhor atração, claro, é a cachoeira da Fumaça, a segunda mais alta do Brasil, que é vista por cima, com um visual impressionante dos paredões que a circundam. A subida é íngreme, mas vale cada passo. Embora seja possível ir sem guia, é recomendável sua contratação, sobretudo na primeira visita, e principalmente se o tempo estiver chuvoso. Aproveite o fim do dia para conhecer a gostosa e bonita cachoeira do Riachinho, de acesso fácil.

Se ainda tiver pernas, o dia seguinte pode ser usado para conhecer as cachoeiras Angélica e Purificação. A trilha começa na vila do Bomba, na qual pode se chegar de carro. Até a Angélica, é tranquilo ir sem guia. Não esqueça que na placa deve-se virar para a direita, senão você vai entrar no parque, e talvez nunca mais sair. Para a Purificação, é possível, mas não recomendável.

Dois dias dá para conhecer as atrações. Dá para esticar até quatro se o objetivo for descansar na bela pousada.

agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina de carro 1 – Lençóis

Sua primeira base será Lençóis. Seu jantar será no restaurante Cozinha Aberta. É um restaurante ótimo, com receitas inventivas, localizado próximo ao centro. Como o cardápio tem bastante coisa boa, dá para comer pelo menos umas três vezes sem se cansar. E não é caro. Restaurantes dessa qualidade em capitais custariam no mínimo o dobro. Almoce também um dia no restaurante Bode Grill. É um quilo, também no centro, que possui uma boa culinária sertaneja, o melhor local para se conhecer com qualidade a boa culinária regional, como o famoso cortado de palma, e também carne de bode. Uma opção mais classuda seria o restaurante Azul, na pousada Canto das Águas. O destaque de lá é a moqueca.

No quesito passeios, guarde um dia para a cachoeira dos Mosquitos com a Serra das Paridas. Uma das cachoeiras mais gostosas da Chapada e a visita a um sítio arqueológico recém descoberto. O visual ao final da tarde nas Paridas é deslumbrante. Só que para entrar no local é necessário contratar um guia da agência Volta ao Parque, que possui exclusividade no roteiro. A agência é nota 10, e oferece treinamento em arqueologia para todos os seus guias, o que torna a visita guiada extremamente instrutiva. Se você estiver de carro, pode-se contratar só o guia. Sugiro que você passe um tempo ali para ver se encontra mais um ou dois turistas para dividir o guia.

Aproveite o dia da chegada, meio perdido, para o  Morro do Pai Inácio, cartão postal da Chapada, e Poço do Diabo. O acesso a ambos é bem tranquilo, e dispensa guia.

Imperdível também é passar um dia no Serrano. Atração um pouco desvalorizada pela proximidade da vila e facilidade de acesso, o Serrano possui um cenário bastante diferente, com suas piscinas de hidromassagem esculpidas na pedra. Existem duas cachoeiras de fácil acesso (Cachoeirinha e Primavera) seguindo a trila. O que não vai faltar são guias querendo acompanhar esse passeio. Não precisa. A única ressalva é para quem quiser conhecer a cachoeira do Sossego. Apesar da trilha ser curta, todos disseram que é uma das mais difíceis e pesadas de toda a Chapada. Nessa aí, guia é imprescindível. Se estiver com tempo e disposição, pode-se conhecer o Ribeirão do Meio.

O dia das grutas exigirá deslocamento até Iraquara. Vá primeiro a gruta da PratinhaGruta Azul, que são na mesma propriedade. Para isso, não é necessário guia. O ingresso para a Pratinha já inclui um guia. Se der, vá ainda no mesmo dia para a gruta daTorrinha.  . O ingresso para a Torrinha também inclui serviço de guia.A gruta da Lapa Doce só para os maníacos por cavernas. Uma boa opção é ir no último dia de Lençóis, a caminho do Vale do Capão, pois Iraquara é caminho para a última.

O mínimo é três dias para tudo isso. Os mais slow poderão fazer em até cinco.

No quesito pousadas, duas opções de ótimo custo-benefício são Vila Serrano e Alcino.

agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina de carro – overview

A forma mais slow de se conhecer a Chapada Diamantina é alugando um carro em Salvador. Na baixa temporada, pesquisando junto a locadoras locais, pode-se encontrar tarifas de cerca de 50 reais ao dia. O preço da locação em Lençóis é superior até três vezes esse valor. O carro é o meio preferível principalmente para quem não pretende fazer a trilha do Vale do Paty. Se o tempo estiver seco, melhor. Não tive a experiência de rodar pelas estradas de terra da Chapada com o tempo chuvoso.

O período de tempo ótimo seria de duas semanas, ou até um pouco mais. Nesse tempo, dá para conhecer bem Lençóis, Capão, Mucugê e Igatu. Para os mais exploradores, recomendo a esticada até Rio de Contas – o lado C da Chapada.

O melhor mapa está em:

http://www.guiachapadadiamantina.com.br/mapa-do-parque/

Roteiro detalhado (o link leva ao post específico):

Lençóis e Serra das Paridas

Andaraí

Vale do Capão

Mucugê e cachoeira do Buracão

Igatu

Rio de Contas

 

Salvador e Praia do Forte