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agosto 31, 2011 / Hunzerf

Pará e Maranhão

Pará e Maranhão podem ser combinados de maneira satisfatória em uma única viagem, em duas semanas, de forma barata e sem exigir grandes deslocamentos rodoviários. A responsável por esse milagre é a Trip, que possui rota Belém-São Luís a módicos 70 reais mais taxas.

Dois estados exóticos para os padrões sulistas, guardam muitas semelhanças entre si, como no povo hospitaleiro nas ruas e rude ao telefone. Quatro jóias: Belém, Marajó, São Luís e os Lençóis,  desbravadas mais por franceses do que por brasileiros. O roteiro completo será detalhado na próxima sequência de posts.

setembro 21, 2010 / Hunzerf

Monte Alegre do Sul – água e aguardente

Cachaça e banhos medicinais em um cenário bucólico e rural. Essa é a receita de um dos melhores destinos de final de semana do Estado de São Paulo. Monte Alegre do Sul encontra-se no Circuito das Águas, próximo à Serra Negra. Possui o melhor Balneário municipal de todo o circuito.

Diferentemente de cidades como Águas de Lindóia, que possui perfil mais familiar (isto é, cheio de crianças), Monte Alegre do Sul permanece intocada pelos turistas, guardando sua herança de colonização européia no belo e arborizado centro, com suas casinhas em estilo Neo Colonial.

A colonização italiana é responsável pelas jóias gastronômicas locais: as melhores cachaças artesanais de São Paulo, com destaque para a Adega do Italiano (não envelhecida),  Campanari Chora Menina (esta produz ainda uma grappa de jaboticaba digna de menção). Na verdade são mais de 40 produtores, cuja produção pode ser conferidas nas próprias fazendas. O negócio é seguir as placas e descobrir a sua preferida. Nas fazendas, pode ser que haja até um churrasco em andamento para acompanhar a degustação. E a degustação pode se arrastar por algumas horas, na companhia de figuras locais.

Encerre a maratona etílica pouco antes das cinco. Você não vai querer deixar de conhecer o Balneário Municipal. Comece pelas saunas, úmida e seca, e sinta-se em Atenas discutindo política com ilustres personalidades monte-alegrenses, enquanto o funcionário prepara o banho de imersão. Siga para a ducha escocesa e encerre o expediente nas massagens de ótimo custo-benefício.

Para jantar, suba até Serra Negra para conferir um dos melhores bacalhaus do país, no Sr. Bacalhau. Para almoçar, o novo Rudah tem opções interessantes e bem executadas de peixes e carnes exóticas. Para comida regional, vá ao Rancho. Para drinques, o bonito Bar da Fonte.

Outra iguaria local, a coalhada da Doceria Peschieira vale por uma refeição.

A pousada Cafezal em Flor fica no meio de um cafezal, e é opção interessante de estadia. Apesar do estilo rústico, os chalés possuem camas confortáveis e são bem espaçosos.

Antes de ir embora, não deixe de caçar os produtos orgânicos da região, que são muitos. O morango de lá é bem famoso, e faz jus à fama.

Na volta para são Paulo, a parada é Bragança, para comprar a linguiça de Bragança. Bragança é também bom ponto de parada na ida. Saindo no km 10 da Fernão Dias, e pegando uma estrada de terra, o restaurante O Gaulês merece o pequeno desvio de rota, pois é um restaurante super agradável e de ótima comida. Destaque para as terrines do couvert, para as casquinhas de vieira e para o confit de pato.

setembro 5, 2010 / Hunzerf

Cotia – orar e comer

Programa para um sábado de sol em São Paulo: ir pra Cotia. O belíssimo templo Zu Lai é o maior templo budista do Brasil. Segue a linha do Budismo Mahayana, de origem chinesa. Aos finais de semana possui programação de cursos e palestras, que podem ser conferidas no site. Possui ampla área verde, e permite conhecer mais de perto a religiosidade e a cultura oriental. Não deixe de tomar o café com o “pão da monja” de berinjela. O templo fecha pontualmente às 17:00.

Uma parada estratégica fica logo ao lado do templo. Uma lojinha modesta vende produtos de excepcional qualidade, como os laticínios de búfala (manteiga, requeijão, muzzarela) da marca Levitare, produzida em Sete Barras-SP, no vale do Ribeira. Também as geléias da marca Coachman´s, de São Lourenço da Serra-SP, com destaque para a de pimenta e para a de gengibre. O dono do local possui um ótimo “faro” para bons produtos, e irá explicar o que ele possui de melhor no dia.

Complete o passeio com um jantar na Granja Viana. É lá que fica um dos melhores restaurantes franceses do Brasil, e com certeza o mais agradável – o Félix Bistrô. Os pontos altos do restaurante, fora a comida, é o espaço ao ar livre, em frente à piscina, sensacional em dias quentes e a carta de vinhos com boa relação custo-benefício. O filet mignon de javali é o prato clássico do local. Fique de olho na lousa na qual são colocadas as sugestões do dia. Com sorte, pode ser que tenha o atum em crosta de gergelim e arroz selvagem, que só é feito quando encontram atum de alta qualidade. De sobremesa, vá de crème brûlée.

Outra opção é A Tal da Pizza, uma das melhores pizzarias do país.

Outros testes que farei em breve será na Casa da Lica e no Engenho Glória, dois restaurantes-sítio para se passar o dia.

agosto 25, 2010 / Hunzerf

Lado B do Circuito do Ouro


Bom passeio para um final de semana ou feriado prolongado é conhecer os arredores de BH, de carro. Esse roteiro, para um final de semana, sai de BH, passa por Sabará, Santa Bárbara e Santuário do Caraça. É possível incluir ainda Inhotim,  Serra da Piedade, Catas Altas e Lagoa Santa, se tiver mais dias. O roteiro pode ser combinado ainda com um percurso maior, passando por Ouro Preto e Mariana.

O ideal é chegar na sexta à noite em BH. Para dormir, o Quality Afonso Pena possui localização privilegiada, vista panorâmica e preços razoáveis aos finais de semana. Recomendo jantar no restaurante Hermengarda, no Sion, ou no Taste Vin, no Savassi. De manhã, uma pedida é conhecer e almoçar no Mercadão – Casa Cheia, Bar da Lora e o pão de queijo da Dona Diva são referências gastronômicas da cidade. Compras – queijo, doce de leite, cachaça – é na barraca do Ronaldo.

Outra opção, que não tive a oportunidade de testar, é seguir ao bairro de Barreiro de Baixo, próximo à Cidade Industrial, e conhecer os famosos bares do Zezé e do Ferreira. Devidamente almoçado, sair para Sabará, uma cidade histórica sem o charme de Tiradentes ou Ouro Preto, mas que tem duas das mais belas igrejas barrocas de Minas: as igrejas tortas da Nossa Senhora do Ó, pequena por fora e incrível por dentro, e da e Nossa Senhora da Conceição. Ambas possuem  improvável decoração em estilo chinês. A estrada que liga Sabará a Caeté é muito bonita, recortando as montanhas que envolvem Sabará . Se chegar por volta das quatro em Caeté, aproveite para subir a Serra da Piedade (o que não fiz). Uma estrada de terra liga Caeté a Barão de Cocais.

Ligando com (bastante) antecedência, é possível reservar um quarto dentro do Santuário do Caraça. Caso não consiga, resta dormir em Santa Bárbara, que possui um hotel de ótimo custo benefício em frente à Matriz, o Hotel Quadrado. Inevitável no domingo ser acordado pelos sinos anunciando a missa das sete da manhã. Aproveite para visitar a igreja, considerada uma das mais belas de Minas Gerais. As passagens da vida de Abraão são pintados pelo Mestre. Aproveite também para sair cedo ao Santuário do Caraça. Não se esqueça de passar no supermercado local SJ e comprar o renomado mel local e também a cachaça de mel produzida na cidade. Outra boa compra é vinho de jabuticaba, mas esse tem que garimpar, pois não tem no mercado. Catas Altas e Santa Bárbara possuem uma interessante história de produção desse vinho incomum, e existe até uma festa dedicada a ele (http://www.catasaltas.mg.gov.br/festadovinho/)

O Caraça por si só merece vários dias de visitação, mas em um dia é possível conhecer a sede, com sua bela igreja em estilo neo-gótico e tela imensa da Santa Ceia do Mestre Ataíde. Não deixe de almoçar no bufê, com ótima comida caseira e que custa apenas 10 reais.

A Cascatinha é o passeio mais curto, e que pode ser feito em uma tarde, com parada na agradável Prainha.

Na volta, um dos melhores restaurantes de BH e que ficam abertos até a meia noite no domingo é A Favorita.

Bom lugar para encher a mala de queijo da Serra da Canastra, café de Minas, e ainda comer um dos melhores pães de queijo da cidade e o melhor pão que já comi – a ciabatta integral de castanha do pará -, é o mercado chique Verdemar, no Sion. No domingo, abre até às 21:00. Eles têm ainda importação direta de diversos produtos italianos muito difíceis de serem encontrados, com destaque para o crema de balsâmico e para o óleo de semente de uva.

Uma dica para os que retornam de manhã é dormir no hotel Bristol Aeroporto, no município de Lagoa Santa e a apenas 15 minutos do aeroporto. A cidade tem a famosa Gruta da Lapinha (não conheço), e quem tiver um dia sobrando deve valer a visita.

agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina sem carro

Após fazer o itinerário descrito, é inevitável a vontade de fazer nova viagem praquelas bandas  num estilo mais trekking. Melhor época é o verão, que as cachoeiras estarão mais cheias. O esquema é pegar ônibus para Lençóis e organizar de lá a travessia do Vale do Paty – de três a quatro dias. Não se pode deixar de fora o Cachoeirão, o que aumenta em um dia a caminhada. Em Mucugê, tem a trilha da Fumacinha, que leva dois dias. Se sobrar tempo, ainda tem o Mixila. Essas atrações adequam-se melhor a uma viagem sem carro.

agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina de carro – a esticada

Se você chegar à noite a pedida é dormir em Salvador. Não esqueça de verificar tarifas de hotéis como Mercure e Vila Galé aos finais de semana. Ibis também é boa opção. Mais pedida ainda é dar um pulo no afastado bairro de Cabula e comer no melhor restaurante de Salvador, o Paraíso Tropical. As moquecas servidas lá são únicas e inigualáveis, os sucos imperdíveis e a sobremesa, frutas colhidas no próprio pomar. Dormir é no Rio Vermelho, lógico. Nada de Pelourinho.

Depois da árdua caminhada na Chapada, nada melhor do que uma praia. Próximo a Salvador, seguindo a estrada do Coco, entre 80 e 95 quilometros de Salvador, três ótimas opções são Itacimirim, Praia do Forte e Imbassaí. Para comer, Terreiro Bahia, na Praia do Forte. Para dormir, Vilangelim, em Imbassaí.

Antes de devolver o carro (no aeroporto), ir ao restaurante Mistura, na praia de Itapuã, próxima ao aeroporto.

agosto 18, 2010 / Hunzerf

Chapada Diamantina de carro 5 – Rio de Contas

Rio de Contas é uma cidade mais afastada, que se denomina “o outro lado da Chapada”. A maioria dos turistas que visita a Chapada nem sabe de sua existência. Pudera. Nem os nativos sabem direito como chegar lá. Existe a opção pelo asfalto, na qual você roda incríveis 290 km, ou 4 horas, por Brumado.

A segunda opção, por dentro, eu pessoalmente não recomendo para ninguém que não goste de uma (boa) dose de aventura. Se você quiser arriscar, eu dou as dicas e a primeira é: não vá à noite. O risco de emboscadas para assalto são grandes, segundo os locais. A segunda é o caminho: saindo de Mucugê, siga as placas para Abaíra, qualquer uma, você vai cair no mesmo lugar: uma estrada de terra larga, que dá acesso a diversas fazendas. Pegue à esquerda. Depois de alguns quilômetros, sempre mantendo a direita, você chegará a descida do Morro Branco, passando pelo Brejo de Cima. Antes de chegar em João Correia, existe o pé de umbu. Pode-se virar à esquerda, e seguir uma bela estrada pelo meio da caatinga até Jussiape. Virando à direita, a estrada é melhor, mas não é tão bonita. Vou descrevê-la na volta.

Essa estrada da ida tem apenas um trecho que é bem ruim, no fim de uma baixada. Se o tempo estiver chuvoso acho que não dá pra passar. De Jussiape até Rio de Contas é só asfalto, e do bom.

Rio de Contas é particularmente bonita no Corpus Christi, época em que lá estive A cidade se enfeita pintando suas ruas para a procissão. Boa opção para comer é a Soraya. Para compras, vá de mandalas de pedra e cachaça Serra das Almas. O destaque da cidade é seu casario colonial e sua igreja de pedra. Tente subir no sino. O pôr do sol é impressionante No quesito andança, o pico das Almas e a cachoeira do rio Brumado, que não tive a oportunidade de conhecer.

Na volta, antes de chegar em Jussiape, siga a placa Abaíra. suba a larga estrada de terra, até Caraguataí. Pergunte como chegar em Mucugê, subindo o Morro Branco. Existe um caminho meio enrolado até o pé de umbu supracitado. Não suba à noite de jeito nenhum. Após as cinco, durma na honesta pousada Caraguataí, no centro do vilarejo.